Thomas Jefferson fez constar na Declaração da Independência americana, que todo indivíduo tem o direito inalienável à busca da felicidade. Como ressalta este título que a Perspectiva ora publica, a verdade, no entanto, é que a felicidade tem tantos significados quantos são os seres humanos que habitam este planeta, “fica difícil lhe dar uma definição ou um conceito objetivamente válido”, como ressalta Isaac Epstein, neste "Dicionário Incompleto da Felicidade", pois se “todos concordam em dar o mesmo nome ao que pensam ou sentem e, no entanto, podem pensar ou sentir coisas diferentes, então o significado comum da palavra é apenas nominal”. Quase se poderia dizer que o valor da felicidade é inestimável, não fosse o fato de que os principais economistas e políticos cada dia mais acreditam ser imprescindível estimá-la, ponderá-la, pesquisá-la. A busca pelo summum bonum, pelo bem supremo tornou-se científica, sua importância para o desenvolvimento individual e social entrou em pauta na política, as políticas públicas o têm como horizonte, e o nível de felicidade dos povos vem sendo contraposto ao PIB de forma a ajudar a entender, por exemplo, porque acima de determinado nível o crescimento econômico não gera mais bem-estar ou o porquê da satisfação ou insatisfação social em países tão díspares como os Estados Unidos e o Butão. Parafraseando Cecília Meirelles, pode-se dizer que se a felicidade é ainda uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda, ela tornou-se algo que ainda assim, mesmo de forma incompleta como hoje, é imprescindível estudar.

[L.H. Soares]


"O que então pode aumentar a felicidade das pessoas sem ser sua renda material?
A busca de uma resposta a essa pergunta necessita transformar a felicidade de um problema individual a uma questão coletiva. O discurso filosófico abstrato e o discurso poético metafórico agora precisam do contraponto de um discurso científico. Como se constitui a ciência da felicidade?
Se a busca da felicidade se torna objetivo de um programa político haverá uma procura de políticas públicas para aumentar o bem-estar da população. Se o bem-estar ou a felicidade pessoal são percepções subjetivas, será necessário achar o denominador comum das percepções para se poder imaginar políticas públicas a elas destinadas. Para isso, é preciso transformar as percepções individuais da felicidade em percepção geral."
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"Atualmente, a questão do peso do fator genético sobre a predisposição ao bem-estar subjetivo é polêmica. Desde 1996, ano da publicação do mencionado artigo de Lykken e Tellegen, os pesquisadores têm procurado mostrar que o peso do fator inato sobre o bem-estar subjetivo é variável de 50% até 80%. Nesse caso sobram de 20% a 50% do bem-estar subjetivo que poderiam ser influenciados por fatores supervenientes após o nascimento, como influências familiares, educacionais, sociais etc. (casamento, filhos, capital social, capital psicológico, emprego, saúde, religião). Depois de aprovada pelos representantes dos eleitores a inclusão de recursos para políticas públicas destinadas a incrementar o bem-estar subjetivo da população, restaria a tarefa de escolher quais dos fatores correlacionados positivamente com o bem-estar subjetivo (relaxamento, alegria, tranquilidade etc.) seriam os mais adequados e eficazes."
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“Muitas pessoas acreditam que a felicidade é uma escolha pessoal, algo a ser perseguido individualmente e não um assunto de política nacional. A felicidade parece demasiadamente subjetiva e vaga para ser a pedra de toque, ou medida, dos objetivos de uma nação e muito menos para ter um conteúdo político. Essa tem sido a visão tradicional. Não obstante, os fatos têm mudado rapidamente essa perspectiva.
Uma geração de estudos realizados por psicólogos, economistas, sociólogos e outros tem mostrado que a felicidade, embora seja uma experiência subjetiva, pode ser medida objetivamente, acessada e correlacionada com a observação de funções cerebrais, sinais corporais de emoções positivas, comentários de familiares ou amigos etc. Perguntar às pessoas se são felizes ou satisfeitas com suas vidas oferece importantes informações acerca da sociedade, que podem sinalizar crises subjacentes ou forças ainda não visíveis.”
[World Happiness Report (2013)]

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ISBN: 978-85-273-1134-2
Autor: Isaac Epstein
Páginas: 256
Coleção: Livro sem coleção
Ano de publicação: 2018
Peso: 0,470 kg
Dimensões: 18x25,5 cm
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Thomas Jefferson fez constar na Declaração da Independência americana, que todo indivíduo tem o direito inalienável à busca da felicidade. Como ressalta este título que a Perspectiva ora publica, a verdade, no entanto, é que a felicidade tem tantos significados quantos são os seres humanos que habitam este planeta, “fica difícil lhe dar uma definição ou um conceito objetivamente válido”, como ressalta Isaac Epstein, neste "Dicionário Incompleto da Felicidade", pois se “todos concordam em dar o mesmo nome ao que pensam ou sentem e, no entanto, podem pensar ou sentir coisas diferentes, então o significado comum da palavra é apenas nominal”. Quase se poderia dizer que o valor da felicidade é inestimável, não fosse o fato de que os principais economistas e políticos cada dia mais acreditam ser imprescindível estimá-la, ponderá-la, pesquisá-la. A busca pelo summum bonum, pelo bem supremo tornou-se científica, sua importância para o desenvolvimento individual e social entrou em pauta na política, as políticas públicas o têm como horizonte, e o nível de felicidade dos povos vem sendo contraposto ao PIB de forma a ajudar a entender, por exemplo, porque acima de determinado nível o crescimento econômico não gera mais bem-estar ou o porquê da satisfação ou insatisfação social em países tão díspares como os Estados Unidos e o Butão. Parafraseando Cecília Meirelles, pode-se dizer que se a felicidade é ainda uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda, ela tornou-se algo que ainda assim, mesmo de forma incompleta como hoje, é imprescindível estudar.

[L.H. Soares]


"O que então pode aumentar a felicidade das pessoas sem ser sua renda material?
A busca de uma resposta a essa pergunta necessita transformar a felicidade de um problema individual a uma questão coletiva. O discurso filosófico abstrato e o discurso poético metafórico agora precisam do contraponto de um discurso científico. Como se constitui a ciência da felicidade?
Se a busca da felicidade se torna objetivo de um programa político haverá uma procura de políticas públicas para aumentar o bem-estar da população. Se o bem-estar ou a felicidade pessoal são percepções subjetivas, será necessário achar o denominador comum das percepções para se poder imaginar políticas públicas a elas destinadas. Para isso, é preciso transformar as percepções individuais da felicidade em percepção geral."
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"Atualmente, a questão do peso do fator genético sobre a predisposição ao bem-estar subjetivo é polêmica. Desde 1996, ano da publicação do mencionado artigo de Lykken e Tellegen, os pesquisadores têm procurado mostrar que o peso do fator inato sobre o bem-estar subjetivo é variável de 50% até 80%. Nesse caso sobram de 20% a 50% do bem-estar subjetivo que poderiam ser influenciados por fatores supervenientes após o nascimento, como influências familiares, educacionais, sociais etc. (casamento, filhos, capital social, capital psicológico, emprego, saúde, religião). Depois de aprovada pelos representantes dos eleitores a inclusão de recursos para políticas públicas destinadas a incrementar o bem-estar subjetivo da população, restaria a tarefa de escolher quais dos fatores correlacionados positivamente com o bem-estar subjetivo (relaxamento, alegria, tranquilidade etc.) seriam os mais adequados e eficazes."
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“Muitas pessoas acreditam que a felicidade é uma escolha pessoal, algo a ser perseguido individualmente e não um assunto de política nacional. A felicidade parece demasiadamente subjetiva e vaga para ser a pedra de toque, ou medida, dos objetivos de uma nação e muito menos para ter um conteúdo político. Essa tem sido a visão tradicional. Não obstante, os fatos têm mudado rapidamente essa perspectiva.
Uma geração de estudos realizados por psicólogos, economistas, sociólogos e outros tem mostrado que a felicidade, embora seja uma experiência subjetiva, pode ser medida objetivamente, acessada e correlacionada com a observação de funções cerebrais, sinais corporais de emoções positivas, comentários de familiares ou amigos etc. Perguntar às pessoas se são felizes ou satisfeitas com suas vidas oferece importantes informações acerca da sociedade, que podem sinalizar crises subjacentes ou forças ainda não visíveis.”
[World Happiness Report (2013)]

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ISBN: 978-85-273-1134-2
Autor: Isaac Epstein
Páginas: 256
Coleção: Livro sem coleção
Ano de publicação: 2018
Peso: 0,470 kg
Dimensões: 18x25,5 cm