Obra singular e um dos modelos máximos do pensamento, a influência da Ética é quase impossível de ser medida, seja pelo rancor despertado nos meios religiosos, seja pela profundidade percebida nos círculos filosóficos. Nela se articula uma concepção metafísica a uma finalidade de natureza moral, tendo em vista a realização de um arraigado sonho humano: a beatitude. Para tanto, um comportamento prático inusual requer a convergência do conhecimento da necessidade com a liberdade de se impor deveres.
Em uma notável crítica da linguagem, contra o aluvião de palavras denunciado pela filosofia desde os diálogos platônicos, Spinoza ensina a usar a fala e a escrita sem nelas depositar plena confiança nem as empregar como critério de saber e ação. Na língua se exercem as tiranias política e teológica. Ligada à imaginação, ela possui um fascínio que envolve a mente humana, permitindo conduzi-la à servidão. No Compêndio de Gramática Hebraica, que com a Ética conclui esta edição de Spinoza: Obra Completa pela Perspectiva, o filósofo judeu-holandês acentua a obscuridade do latim, se comparado ao hebraico, língua na qual os substantivos e os verbos, os advérbios e as preposições, devem ser vistos como nomes e indicam algo que “tomba sob o entendimento”, tornando difícil o palavrório, em especial o filosófico. O uso correto da língua, além de eludir os equívocos lógicos, desmascara os poderes que se digladiam pela dominação dos homens. Ambos os escritos se auxiliam mutualmente, vinculando-se ainda aos tratados políticos. Tudo serve à edificação da liberdade.
R. R.
ISBN: 9788527310161
Autor: J. Guinsburg, Newton Cunha e Roberto Romano
Páginas: 560

Coleção: TEXTOS/T.029 IV
Ano de publicação: 2014
Peso: 0,58 kg
Dimensões: 21 x 12,5 x 0 cm
SPINOZA OBRA COMPLETA IV
R$89,90
Esgotado
SPINOZA OBRA COMPLETA IV R$89,90

Obra singular e um dos modelos máximos do pensamento, a influência da Ética é quase impossível de ser medida, seja pelo rancor despertado nos meios religiosos, seja pela profundidade percebida nos círculos filosóficos. Nela se articula uma concepção metafísica a uma finalidade de natureza moral, tendo em vista a realização de um arraigado sonho humano: a beatitude. Para tanto, um comportamento prático inusual requer a convergência do conhecimento da necessidade com a liberdade de se impor deveres.
Em uma notável crítica da linguagem, contra o aluvião de palavras denunciado pela filosofia desde os diálogos platônicos, Spinoza ensina a usar a fala e a escrita sem nelas depositar plena confiança nem as empregar como critério de saber e ação. Na língua se exercem as tiranias política e teológica. Ligada à imaginação, ela possui um fascínio que envolve a mente humana, permitindo conduzi-la à servidão. No Compêndio de Gramática Hebraica, que com a Ética conclui esta edição de Spinoza: Obra Completa pela Perspectiva, o filósofo judeu-holandês acentua a obscuridade do latim, se comparado ao hebraico, língua na qual os substantivos e os verbos, os advérbios e as preposições, devem ser vistos como nomes e indicam algo que “tomba sob o entendimento”, tornando difícil o palavrório, em especial o filosófico. O uso correto da língua, além de eludir os equívocos lógicos, desmascara os poderes que se digladiam pela dominação dos homens. Ambos os escritos se auxiliam mutualmente, vinculando-se ainda aos tratados políticos. Tudo serve à edificação da liberdade.
R. R.
ISBN: 9788527310161
Autor: J. Guinsburg, Newton Cunha e Roberto Romano
Páginas: 560

Coleção: TEXTOS/T.029 IV
Ano de publicação: 2014
Peso: 0,58 kg
Dimensões: 21 x 12,5 x 0 cm