ISBN:9788527311229

Autor: Robert Musil

Tradução: Kathrin Rosenfield e Lawrence Flores Pereira

Organização, notas e ensaios: Kathrin Rosenfield

Número de páginas: 240

Leia mais sobre Uniões.

Uniões, que a editora Perspectiva publica em sua coleção Paralelos, reúne duas histórias pouco conhecidas e muito intrigantes do autor de O Homem Sem Qualidades. Em outras mãos, “A Perfeição do Amor” e “A Tentação da Quieta Verônica” certamente teriam recebido tratamento mais alinhado à tradição. Robert Musil, no entanto, faz parte de um seleto grupo de escritores, entre os quais Joyce, Kafka, Thomas Mann, Virginia  Woolf, Proust e Faulkner, que, como destacou Muniz Sodré, romperam com a linguagem social para “sugerir outra realidade, da consciência da personagem”. Assim, Musil recusa ao seu leitor a  trama racional elucidativa dos sintomas causados pelos traumas sexuais que Claudine e Verônica viveram na infância, suas fantasias eróticas precoces, as inquietações e angústias a impedir sua realização amorosa. Antes, a narrativa se concentra na subjetividade e na experiência íntima das duas mulheres – num estilo que Clarice Lispector depois tornaria seu. Remando contra o voyeurismo e o onsumismo literários, Musil põe em ação uma forma expressiva inteiramente nova, como ele mesmo diz em seu diário, “uma sequência emocional, uma sequência de atmosferas, de onde surge, no limite, a aparência de uma conexão causal”, sequências e aparências sob as quais a pena do grande artista delineia a sombra de um erotismo disruptivo.

UNIÕES
R$54,00
Quantidade
UNIÕES R$54,00

ISBN:9788527311229

Autor: Robert Musil

Tradução: Kathrin Rosenfield e Lawrence Flores Pereira

Organização, notas e ensaios: Kathrin Rosenfield

Número de páginas: 240

Leia mais sobre Uniões.

Uniões, que a editora Perspectiva publica em sua coleção Paralelos, reúne duas histórias pouco conhecidas e muito intrigantes do autor de O Homem Sem Qualidades. Em outras mãos, “A Perfeição do Amor” e “A Tentação da Quieta Verônica” certamente teriam recebido tratamento mais alinhado à tradição. Robert Musil, no entanto, faz parte de um seleto grupo de escritores, entre os quais Joyce, Kafka, Thomas Mann, Virginia  Woolf, Proust e Faulkner, que, como destacou Muniz Sodré, romperam com a linguagem social para “sugerir outra realidade, da consciência da personagem”. Assim, Musil recusa ao seu leitor a  trama racional elucidativa dos sintomas causados pelos traumas sexuais que Claudine e Verônica viveram na infância, suas fantasias eróticas precoces, as inquietações e angústias a impedir sua realização amorosa. Antes, a narrativa se concentra na subjetividade e na experiência íntima das duas mulheres – num estilo que Clarice Lispector depois tornaria seu. Remando contra o voyeurismo e o onsumismo literários, Musil põe em ação uma forma expressiva inteiramente nova, como ele mesmo diz em seu diário, “uma sequência emocional, uma sequência de atmosferas, de onde surge, no limite, a aparência de uma conexão causal”, sequências e aparências sob as quais a pena do grande artista delineia a sombra de um erotismo disruptivo.