Nietzsche: músico ou filósofo? Singular, o propósito deste livro consiste em tentar justificar a seguinte afirmação: a característica mais relevante do pensamento de Nietzsche é a sua recusa em separar música e filosofia. Não que a arte dos sons sirva para desvendar a inteira trama dos conceitos de que o filósofo alemão se serviu. Tampouco se trata de atribuir, mediante as composições musicais por ele elaboradas, inteligibilidade integral à sua obra. Ocorre que, incitando-nos a adentrar no solitário destino por ele abraçado, elas nos permitem auscultar as mais variadas formas de relação – e todas concorrendo para abolir a habitual distinção entre vida e obra. Certo é que, enquanto analisador teórico, a música não explica em definitivo nenhuma destas duas instâncias. Mas mostra como, em Nietzsche, a última delas deve estar a serviço da primeira. Se ele não sucumbe ao desejo de fuga de si, que governa as atividades do homem ao qual ele se sabe fatalmente contemporâneo, é porque vê na música a condição necessária para conquistar uma nova inteireza da vontade e instituir, por fim, um sentido à existência. Assim, a pergunta de saber se Nietzsche é músico ou filósofo deixa de ter sentido. Vida e obra se comunicam, porque, aqui, o texto filosófico a ser escrito demanda uma vida a ser justificada pela música, como evidencia este livro de Fernando de Moraes Barros, que a editora Perspectiva lança na coleção Signos Música que, por outras vias, reúne os desafios da arte musical ao pensamento especulativo sobre o gênio do homem e seus sentidos.
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ISBN: 9788527307826
Autor: Fernando de Moraes Barros
Páginas: 192
Coleção: SIGNOS MUSICA/SM.09
Ano de publicação: 2007
Peso: 0,33 kg
Dimensões: 20,5 x 18 x 0 cm
PENSAMENTO MUSICAL DE NIETZSCHE, O
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Nietzsche: músico ou filósofo? Singular, o propósito deste livro consiste em tentar justificar a seguinte afirmação: a característica mais relevante do pensamento de Nietzsche é a sua recusa em separar música e filosofia. Não que a arte dos sons sirva para desvendar a inteira trama dos conceitos de que o filósofo alemão se serviu. Tampouco se trata de atribuir, mediante as composições musicais por ele elaboradas, inteligibilidade integral à sua obra. Ocorre que, incitando-nos a adentrar no solitário destino por ele abraçado, elas nos permitem auscultar as mais variadas formas de relação – e todas concorrendo para abolir a habitual distinção entre vida e obra. Certo é que, enquanto analisador teórico, a música não explica em definitivo nenhuma destas duas instâncias. Mas mostra como, em Nietzsche, a última delas deve estar a serviço da primeira. Se ele não sucumbe ao desejo de fuga de si, que governa as atividades do homem ao qual ele se sabe fatalmente contemporâneo, é porque vê na música a condição necessária para conquistar uma nova inteireza da vontade e instituir, por fim, um sentido à existência. Assim, a pergunta de saber se Nietzsche é músico ou filósofo deixa de ter sentido. Vida e obra se comunicam, porque, aqui, o texto filosófico a ser escrito demanda uma vida a ser justificada pela música, como evidencia este livro de Fernando de Moraes Barros, que a editora Perspectiva lança na coleção Signos Música que, por outras vias, reúne os desafios da arte musical ao pensamento especulativo sobre o gênio do homem e seus sentidos.
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ISBN: 9788527307826
Autor: Fernando de Moraes Barros
Páginas: 192
Coleção: SIGNOS MUSICA/SM.09
Ano de publicação: 2007
Peso: 0,33 kg
Dimensões: 20,5 x 18 x 0 cm