Este livro traz à luz uma obra inédita de Haroldo de Campos, única realização sua para teatro, escrita em 1952. Embora o autor não tenha optado por publicá-la, sua desocultação permite observar elementos esclarecedores do projeto estético de um dos mais inventivos poetas brasileiros de nosso tempo, assim como de recorrências temáticas em sua criação e de seu diálogo com referências que permeiam toda a sua trajetória, de Oswald de Andrade às tradições da tragédia, da épica e, especialmente, da farsa. Nesta breve incursão poético-dramática, a linguagem mítica e o recurso da alegoria são instrumentos da amplitude de significação do texto, para a qual contribui, também, a experimentação de linguagem – a musa-personagem da peça se denomina, joycianamente, “Aureamusarondinaalúvia”, nome reincidente em “Ciropédia ou a Educação do Príncipe” (1952), que, ao lado do poema o "Auto do Possesso" (1950), integra um conexo subconjunto da produção do autor. A associação do sublime e do mundano, do “literário” e do vulgar, é apenas um aspecto da dialética haroldiana, que, multifacetada, compõe-se de outras oposições, como aquela entre o trágico e o cômico – Graal é qualificada pelo poeta como “mefistofarsa bufotrágica” –, e, fundamentalmente, a que se dá entre a luz e a treva: a obra “parece ser uma cápsula de vários dos impasses estético-existenciais do artista”, no dizer de Lucio Agra, em um dos textos críticos que integram este volume. Leia-se, represente-se e celebre-se este Cálice como objeto mágico buscado e reencontrado.
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ISBN: 9788527311090
Autor: Haroldo de Campos
Páginas: 168
Coleção: SIGNOS/S.058
Peso: 0,17 kg
Dimensões: 21,5 x 15 x 0 cm
GRAAL: LEGENDA DE UM CALICE
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Este livro traz à luz uma obra inédita de Haroldo de Campos, única realização sua para teatro, escrita em 1952. Embora o autor não tenha optado por publicá-la, sua desocultação permite observar elementos esclarecedores do projeto estético de um dos mais inventivos poetas brasileiros de nosso tempo, assim como de recorrências temáticas em sua criação e de seu diálogo com referências que permeiam toda a sua trajetória, de Oswald de Andrade às tradições da tragédia, da épica e, especialmente, da farsa. Nesta breve incursão poético-dramática, a linguagem mítica e o recurso da alegoria são instrumentos da amplitude de significação do texto, para a qual contribui, também, a experimentação de linguagem – a musa-personagem da peça se denomina, joycianamente, “Aureamusarondinaalúvia”, nome reincidente em “Ciropédia ou a Educação do Príncipe” (1952), que, ao lado do poema o "Auto do Possesso" (1950), integra um conexo subconjunto da produção do autor. A associação do sublime e do mundano, do “literário” e do vulgar, é apenas um aspecto da dialética haroldiana, que, multifacetada, compõe-se de outras oposições, como aquela entre o trágico e o cômico – Graal é qualificada pelo poeta como “mefistofarsa bufotrágica” –, e, fundamentalmente, a que se dá entre a luz e a treva: a obra “parece ser uma cápsula de vários dos impasses estético-existenciais do artista”, no dizer de Lucio Agra, em um dos textos críticos que integram este volume. Leia-se, represente-se e celebre-se este Cálice como objeto mágico buscado e reencontrado.
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ISBN: 9788527311090
Autor: Haroldo de Campos
Páginas: 168
Coleção: SIGNOS/S.058
Peso: 0,17 kg
Dimensões: 21,5 x 15 x 0 cm