ITINERÁRIO DE BENJAMIN DE TUDELA, O

ISBN: 9788527311014

Organizador e tradutor: J. Guinsburg

Número de páginas: 160

--

O Itinerário de Benjamin de Tudela (Sefer Ma’assot schel Rabi Benjamin) é um dos primeiros escritos da Idade Média acerca dos povos da Europa, África e Ásia. Nascido no Reino de Navarra, rabi Benjamin (c. 1130-1173) empreendeu, na segunda metade do século XII– num momento crucial da história do Ocidente, depois da fracassada Segunda Cruzada que, entretanto, dera início à reconquista da Península Ibérica, e antes da Terceira Cruzada e da ascensão de Saladino –, uma jornada de quase uma década que o levou muito além da planejada peregrinação a Jerusalém. Ele não apenas descreve os lugares e informa a quantidade dos habitantes judeus das cidades cristãs ou muçulmanas que visita, mas também sua qualidade de vida e as relações deles com as povoações em que vivem, a política entre as nações cristãs e islâmicas, além de revelar as rotas comerciais que ligavam os portos do Mediterrâneo, traçando assim um panorama de caráter etnográfico, sociológico e geográfico. Se o propósito aparente dessas notas de viagem era a feitura de um relatório de informações sobre o modo de vida espiritual e material das comunidades, elas acabariam por se revelar uma obra cultural muito mais ambiciosa, na qual geografia e história, crônica de costumes e dados típicos de futuras pesquisas das ciências sociais, como a demografia, confluem e se amalgamam num trabalho pioneiro de valor histórico e literário que muito antes de Marco Polo inaugura o gênero de literatura de viagens.

ITINERÁRIO DE BENJAMIN DE TUDELA, O
R$56,00
Quantidade
ITINERÁRIO DE BENJAMIN DE TUDELA, O R$56,00

ISBN: 9788527311014

Organizador e tradutor: J. Guinsburg

Número de páginas: 160

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O Itinerário de Benjamin de Tudela (Sefer Ma’assot schel Rabi Benjamin) é um dos primeiros escritos da Idade Média acerca dos povos da Europa, África e Ásia. Nascido no Reino de Navarra, rabi Benjamin (c. 1130-1173) empreendeu, na segunda metade do século XII– num momento crucial da história do Ocidente, depois da fracassada Segunda Cruzada que, entretanto, dera início à reconquista da Península Ibérica, e antes da Terceira Cruzada e da ascensão de Saladino –, uma jornada de quase uma década que o levou muito além da planejada peregrinação a Jerusalém. Ele não apenas descreve os lugares e informa a quantidade dos habitantes judeus das cidades cristãs ou muçulmanas que visita, mas também sua qualidade de vida e as relações deles com as povoações em que vivem, a política entre as nações cristãs e islâmicas, além de revelar as rotas comerciais que ligavam os portos do Mediterrâneo, traçando assim um panorama de caráter etnográfico, sociológico e geográfico. Se o propósito aparente dessas notas de viagem era a feitura de um relatório de informações sobre o modo de vida espiritual e material das comunidades, elas acabariam por se revelar uma obra cultural muito mais ambiciosa, na qual geografia e história, crônica de costumes e dados típicos de futuras pesquisas das ciências sociais, como a demografia, confluem e se amalgamam num trabalho pioneiro de valor histórico e literário que muito antes de Marco Polo inaugura o gênero de literatura de viagens.