Resposta ao racismo institucionalizado em nosso país, O Quilombismo propõe soluções, antecipa temas e descortina novos horizontes de atuação pública no Brasil. Lavrado com a verve, a profundidade e a indignação que caracterizaram todo o trabalho e a luta de Abdias Nascimento e tendo vindo à luz nos estertores dos paradoxais anos 1970, tempos de opressão, mas também de criatividade libertária, este livro propõe, em seus dez documentos, um programa de ação, elaborado da perspectiva dos afrodescendentes, que retoma a experiência comunal dos quilombos para, a partir daí, alicerçar uma proposta de mobilização e transformação sociopolítica em enfrentamento à atmosfera de preconceito difuso e insidioso que lhes sufoca a existência. Se Abdias é asiwajú, o Ogum que abre caminhos, esta é sua agadá, espada empunhada contra o onipresente e secular inimigo da igualdade humana, imprescindível hoje como ontem.

Luiz Henrique Soares


Este livro repõe todo o signifi cado da presença de Abdias Nascimento na agitação do problema africano no Brasil (e não mais do “problema racial brasileiro”). Ele não pede “as migalhas do banquete” e tampouco perde tempo com a “questão da justiça à gente negra”. Limpa e claramente retoma a ação direta dos quilombolas, centrando suas baterias na luta pela liberação do negro e do mulato de tantas e tão variadas servidões visíveis e invisíveis. Fugindo à hipocrisia e à tolerância calculada dos opressores e à impotência dos oprimidos, Abdias Nascimento propõe uma série de medidas que poderiam confi gurar a construção de um novo futuro no presente. Elas mudam a qualidade das exigências do negro brasileiro, bem como os rumos de sua relação com a revolução democrática na sociedade brasileira. Florestan Fernandes O protesto de Abdias Nascimento vem dar volume e eco ao clamor abafado no peito de tantos negros, vítimas de um racismo difuso, arraigado e onipresente. Para mim, é este o maior mérito do grito indignado de Abdias Nascimento: ele assusta e faz abrir os olhos. Oxalá contribua para despertar a nação a fi m de que ela “promova o direito do negro com fi rmeza, sem ceder nem se deixar abater”. Dom José Maria Pires
Uma das mais destacadas vozes pelos direitos dos afrodes cendentes do Brasil, Abdias Nascimento (1914-2011) nasceu em Franca, interior de São Paulo. Foi um dos pioneiros do moderno teatro brasileiro ao criar o Teatro Experimental do Negro, em 1944. Fundou o Ipeafro, em 1981. Foi deputado federal, entre 1983 e 1987, e senador, entre 1997 e 1999, pelo Rio de Janeiro. Indicado duas vezes ao prêmio Nobel da Paz, em 1978 e em 2010, recebeu, entre outras distinções, os prêmios Unesco de Direitos Humanos e Cultura de Paz, em 2001, e o Toussaint-Louverture, em 2004, pelo conjunto de sua obra artística, intelectual e político-ativista.

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ISBN: 9788527311496
Autor: Nascimento, Abdias

Coleção: Palavras Negras

Edição: 3/2019
Número de páginas: 392
Dimensões: 14cm x 19cm
Peso: 0,270 kg

O QUILOMBISMO - DOCUMENTOS DE UMA MILITÂNCIA PAN-AFRICANISTA
R$64,90
Esgotado
O QUILOMBISMO - DOCUMENTOS DE UMA MILITÂNCIA PAN-AFRICANISTA R$64,90

Resposta ao racismo institucionalizado em nosso país, O Quilombismo propõe soluções, antecipa temas e descortina novos horizontes de atuação pública no Brasil. Lavrado com a verve, a profundidade e a indignação que caracterizaram todo o trabalho e a luta de Abdias Nascimento e tendo vindo à luz nos estertores dos paradoxais anos 1970, tempos de opressão, mas também de criatividade libertária, este livro propõe, em seus dez documentos, um programa de ação, elaborado da perspectiva dos afrodescendentes, que retoma a experiência comunal dos quilombos para, a partir daí, alicerçar uma proposta de mobilização e transformação sociopolítica em enfrentamento à atmosfera de preconceito difuso e insidioso que lhes sufoca a existência. Se Abdias é asiwajú, o Ogum que abre caminhos, esta é sua agadá, espada empunhada contra o onipresente e secular inimigo da igualdade humana, imprescindível hoje como ontem.

Luiz Henrique Soares


Este livro repõe todo o signifi cado da presença de Abdias Nascimento na agitação do problema africano no Brasil (e não mais do “problema racial brasileiro”). Ele não pede “as migalhas do banquete” e tampouco perde tempo com a “questão da justiça à gente negra”. Limpa e claramente retoma a ação direta dos quilombolas, centrando suas baterias na luta pela liberação do negro e do mulato de tantas e tão variadas servidões visíveis e invisíveis. Fugindo à hipocrisia e à tolerância calculada dos opressores e à impotência dos oprimidos, Abdias Nascimento propõe uma série de medidas que poderiam confi gurar a construção de um novo futuro no presente. Elas mudam a qualidade das exigências do negro brasileiro, bem como os rumos de sua relação com a revolução democrática na sociedade brasileira. Florestan Fernandes O protesto de Abdias Nascimento vem dar volume e eco ao clamor abafado no peito de tantos negros, vítimas de um racismo difuso, arraigado e onipresente. Para mim, é este o maior mérito do grito indignado de Abdias Nascimento: ele assusta e faz abrir os olhos. Oxalá contribua para despertar a nação a fi m de que ela “promova o direito do negro com fi rmeza, sem ceder nem se deixar abater”. Dom José Maria Pires
Uma das mais destacadas vozes pelos direitos dos afrodes cendentes do Brasil, Abdias Nascimento (1914-2011) nasceu em Franca, interior de São Paulo. Foi um dos pioneiros do moderno teatro brasileiro ao criar o Teatro Experimental do Negro, em 1944. Fundou o Ipeafro, em 1981. Foi deputado federal, entre 1983 e 1987, e senador, entre 1997 e 1999, pelo Rio de Janeiro. Indicado duas vezes ao prêmio Nobel da Paz, em 1978 e em 2010, recebeu, entre outras distinções, os prêmios Unesco de Direitos Humanos e Cultura de Paz, em 2001, e o Toussaint-Louverture, em 2004, pelo conjunto de sua obra artística, intelectual e político-ativista.

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ISBN: 9788527311496
Autor: Nascimento, Abdias

Coleção: Palavras Negras

Edição: 3/2019
Número de páginas: 392
Dimensões: 14cm x 19cm
Peso: 0,270 kg